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Cursos:
(E.04) Oficina de Escrita: cada um escreve o que pode | 8 semanas.

(I.01) Cursos Ícone I: A Oficina de Escrita & Leituras e Criação Literária | 10 semanas (Fevereiro a Julho de 2014).

Bio:
Patrícia Reis nasceu em 1970 e estudou História e História de Arte e Comunicação Empresarial. O seu trajecto no jornalismo iniciou-se em 1988 no semanário O Independente. Esteve depois na revista Sábado e realizou um estágio na revista norte-americana Time, em Nova Iorque. Foi jornalista do semanário Expresso, fez a produção do programa de televisão Sexualidades, trabalhou na revista Marie Claire, na Elle e nos projectos especiais do diário Público. Publicou a novela Cruz das Almas (2004) e os romances Amor em Segunda Mão (2006) e Morder-te o Coração (2007), que integrou a lista de 50 livros finalistas do Prémio Portugal Telecom de Literatura, No Silêncio de Deus (2008) e a novela Antes de Ser Feliz (2009). É ainda autora da biografia de Vasco Santana (2004) e do romance fotográfico Beija-me (2006, em co-autoria com João Vilhena). Editora da revista Egoísta, Patrícia Reis é sócia do atelier de design e texto 004, participando em projectos de natureza muito variada, nomeadamente na concepção e conteúdos de livros institucionais. É ainda autora da colecção infanto-juvenil Diário do Micas e de dois livros infantis, todos com o selo do Plano Nacional de Leitura. Em 2011 escreveu por Este Mundo Acima. Contracorpo (2012) é o seu mais recente romance.
http://vaocombate.blogs.sapo.pt/

Cursos Ícone I:
Patrícia Reis (Cursos Ícone, EC.ON).
Lisboa, 15 de Fevereiro de 2014
Vídeo-reportagem:

Foto-reportagem:
Facebook: http://goo.gl/RyHOQU
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Entrevista EC.ON (Newsletter, Fevereiro de 2014):

1- Como responderia a uma questão básica que muitas vezes nos é colocada: “O que entende por escrita criativa”?
Escrever criativamente é aceitar um desafio. A partir de uma situação criada em aula, numa oficina de escrita ou através de um curso on-line, é proposto o desenvolvimento de uma situação que obriga a que a imaginação apareça de forma a se chegar a uma história. Há muitos exercícios criativos que se podem dar a diversos tipos de alunos, sempre considerando a idade, o contexto sócio-económico. Às vezes, as pessoas acham que vão para estes cursos para aprender a escrever. Aprendemos a escrever o primeiro ciclo escolar. O que não aprendemos, muitas vezes, é a exercitar a nossa capacidade de contar uma história de forma eficaz, a analisar a linguagem e a sua riqueza, a considerar as variantes que dispomos para contar uma história.

2- Tendo em conta a sua experiência concreta, perguntamos-lhe se os formandos passam realmente a ter, no final dos cursos, uma outra relação com as suas próprias potencialidades expressivas?
Na minha opinião, todos os formandos que tive até hoje – e não posso dizer que tenham sido poucos – assumiram, na última aula, que a sua escrita passou a ser diferente, tal como o entendimento sobre a escrita dos outros. Considero esta avaliação muito positiva. Ao mesmo tempo, tenho o privilégio de ter ex-formandos que já estão no mercado com livros publicados e isso é mesmo uma alegria.

3- Nas formações específicas que lecciona, já alguma vez acompanhou formandos que tenham começado do ‘grau zero’ e que tenham acabado por publicar um livro com alguma qualidade literária? Como sintetizaria esse processo?
Sim, já me aconteceu trabalhar com uma pessoa que nunca tinha considerado publicar nada. Não publicou um livro, mas sim um fado. Foi engraçado já que o texto surgiu a partir de um desafio em aula. Tenho duas ex-alunas que tinham a ambição de publicar e, nesse caso, o processo foi distinto. Trabalhámos muito para que os livros estivessem no “ponto”, ou seja, passíveis de serem entregues a uma editora. Passaram as duas com distinção.

4- O que pensa do método assíncrono e sobretudo personalizado (um/a escritor/a-docente »» um formando)?
Acredito que uma relação individual, personalizada, torna todo o trabalho mais interessante para o docente e para o formando, os resultados são melhores e mais rápidos. Por outro lado, não posso deixar de dizer que os grupos pequenos, até 4 pessoas, podem potenciar situações criativas e de escrita partilhada: todos aprendem uns com os outros. Ambas são experiências gratificantes.