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“Literatura e Ciência” é a designação de um conjunto de duas sessões, no âmbito da quarta edição dos Cursos Ícone, em que se procura o diálogo e o debate entre autores que, de diferentes formas, representam pontes entre o universo literário e o mundo da ciência. Carlos FiolhaisGonçalo WaddingtonNuno Camarneiro e Cristina Carvalho são os convidados deste ciclo.

Carlos Fiolhais é físico, professor universitário e ensaísta. Licenciou-se em Física na Universidade de Coimbra e doutorou-se em Física Teórica na Universidade Goethe, em Frankfurt, em 1982. É Professor Catedrático de Física na Universidade de Coimbra. Foi professor convidado em universidades de Portugal, Brasil e Estados Unidos. Publicou cerca de 42 livros, incluindo “Física Divertida” (Gradiva), “A Coisa Mais Preciosa que Temos” (Gradiva), “Breve História da Ciência em Portugal” (Imprensa da Universidade de Coimbra), “Ciência a Brincar” (Bizâncio) ou “História da Ciência em Portugal” (Arranha Céus). Recebeu o Prémio Inovação do Forum III Milénio e o Prémio Rómulo de Carvalho da Universidade de Évora, em 2006. Foi-lhe atribuída a Ordem do Infante D. Henrique em 2005. Fundou o Centro de Física Computacional e o Centro Ciência Viva Rómulo de Carvalho.

Gonçalo Waddington é actor, encenador, argumentista e dramaturgo. Fez o cursou de teatro/ interpretação na Escola Profissional de Teatro de Cascais (1994-1997). Foi dirigido pelos encenadores Carlos Avilez, Fernando Heitor, João Lagarto, Almeno Gonçalves ou Jorge Silva Melo. Em cinema trabalhou com os realizadores Miguel Gomes (“As Mil e Uma Noites”), João Leitão (“Capitão Falcão”), Tiago Guedes e Frederico Serra (“Coisa Ruim” e “Entre Os Dedos”), Marco Martins (“Alice”), João Canijo (“Mal Nascida”) e Margarida Cardoso (“Yvone Kane”). Em televisão participou em séries como “Polícias” (RTP1, 1996), “A Raia dos Medos” (RTP1, 1999), “Alves dos Reis” (RTP1, 2000), “Fúria de Viver” (SIC, 2001), “Os Contemporâneos” (RTP1, 2008), “Último a Sair” (RTP1, 2011) ou “Odisseia” (RTP1, 2012). Produziu, escreveu e realizou as curta-metragens “Imaculado” (estreada no Festival IndieLisboa 2013) e “Nenhum Nome” (co-escrita com Marco Martins, estreada no Festival IndieLisboa 2010). “Nenhum Nome” teve uma menção honrosa Prémio SIGNIS Árvore da Vida no festival Indie Lisboa. Escreveu e encenou a peça “Albertine, O Continente Celeste”, uma co-produção do São Luiz Teatro Municipal e TNSJ/TeCA. A transposição para livro desse texto foi publicada pela Abysmo e é a obra de estreia do autor.

Nuno Camarneiro é escritor, investigador e professor universitário. Formou-se em Engenharia Física pela Faculdade de Engenharia da Universidade de Coimbra, trabalhou no CERN e doutorou-se em Florença. É investigador na Universidade de Aveiro e docente na Universidade Portucalense. Em 2011, publicou o seu primeiro livro, “No Meu Peito Não Cabem Pássaros”. “Debaixo de Algum Céu”, o seu segundo romance, valeu-lhe o Prémio LeYa em 2012. A sua obra mais recente é o livro de contos “Se Eu Fosse Chão” (Dom Quixote).

A primeira obra de Cristina Carvalho, “Até Já Não é Adeus”, foi publicada em 1989. Publicou, depois, os livros “Momentos misericordiosos” (1992), “Ana de Londres” (1996), “Estranhos casos de amor” (2003), “O gato de Uppsala” (2009), “Nocturno – O romance de Chopin” (2009), “Lusco-fusco” (2011), “Quatro cantos do mundo” (2014) e “Rómulo de Carvalho/ António Gedeão – Biografia” (2012). “O Olhar e a Alma – Romance de Modigliani” (Planeta, 2015) é o seu livro mais recente. É filha dos também escritores Natália Nunes e Rómulo de Carvalho/ António Gedeão.

 

Calendário
Carlos Fiolhais + Gonçalo Waddington (31 de Outubro, 2015)
Nuno Camarneiro + Cristina Carvalho (5 de Dezembro, 2015)

 

Inscrições e Informações:
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