A Lisboa de Cesário Verde (24 de Junho de 2017, 10h30-16h30)

Cesário Verde (1855-1886) é um dos nomes maiores da nossa história literária. Uma vez que a cidade de Lisboa ocupa um lugar muito especial na sua obra poética, é um óptimo pretexto para um passeio literário integralmente dedicado a Cesário Verde. O trajecto do poema «Noite fechada»1, desde o Jardim da Estrela até ao Tejo; Cesário fez o passeio à noite, mas nós vamos fazê-lo de dia. Será um passeio mais descansado, menos exigente em termos físicos, do que os outros que fizemos. Para o começar, sentar-nos-emos algures no jardim da Estrela («um jardim com árvores escuras, / como uma jaula todo gradeado!»), para falar do próprio jardim, contando brevemente a sua história. O mesmo faremos acerca do largo e da basílica da Estrela («como uma mitra a cúpula da igreja / cobria parte do ventoso largo»). No nosso caminho, passaremos por «altas ruazinhas», entraremos «num pátio velho», veremos «um prédio de azulejo», erraremos «por travessas, por vielas», até passarmos «por pé duma tapada / e um palácio real com sentinelas.» O almoço terá lugar no restaurante Ritalinos, na Rua do Possolo. A tapada é a das Necessidades, onde entraremos. Feita a visita da tapada das Necessidades e contados alguns aspectos da sua história, dirigir-nos-emos para o rio e suas instalações portuárias: «E ali começaria o meu desterro!… Lodoso o rio, e glacial, corria; Sentámo-nos, os dois, num novo aterro. Na muralha dos cais de cantaria.» Ao contrário do que considerou o poeta, não começará ali o nosso «desterro», ao contrário do que se passava, em tempos não há muito idos, com os militares em trânsito para a guerra colonial. O local está muito diferente do que era no tempo de Cesário, mas será pretexto para uma visita aos famosos painéis de Almada Negreiros, que como alguns poemas de Cesário, ilustram o que foi a vida portuária. Tentaremos abordar através de exemplos concretos os diferentes temas da obra de Cesário Verde, de há muito considerada percursora do modernismo; referindo alguns: o campo e a cidade (sendo Lisboa a referência concreta), a mulher (a aristocrática e a do povo), a preocupação com a desigualdade social, a atracção sensual-sexual pelo sexo oposto, a propósito da qual se manifestam algumas das suas próprias contradições.

Almoço:
Ritalinos
Rua do Possolo nº2, Lisboa
+351 21 395 2496
https://www.facebook.com/restauranteritalinos/

Evento Facebook:
https://www.facebook.com/events/1815618645423944/

Mapa:

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