ECON_PasseiosII-18jun_2016

II. A ESTRADA DE SANTOS – do Largo de Camões à Madragoa (18 de Junho, 10h30-16h30)

A expansão de Lisboa para ocidente provocada pelos Descobrimentos, extravasando muralhas, com a construção de novos bairros, palácios e conventos, com intromissão dos escritores e das suas personagens. A cerca Fernandina correspondia à necessidade de defesa de Lisboa. Quem ia para ocidente saía pelas portas de Santa Catarina e seguia pela estrada de Santos. Com a descoberta do caminho marítimo para a Índia, inicia-se uma expansão urbana, cujo melhor exemplo de planeamento, subsistente até hoje, é o Bairro Alto. Os nobres e as ordens religiosas seguem o movimento e constroem os seus edifícios, palácios e conventos, ao longo da estrada de Santos. As funções dos edifícios vão-se adaptando até aos nossos dias: igrejas, serviços públicos, condomínios e habitação e mesmo uma biblioteca.

– A porta de Santa Catarina, via de entrada de e de saída para ocidente.
– As fases de expansão do Bairro Alto.
– Os palácios no percurso: seria possível comprar uma rua à Câmara?
– Conventos e suas cercas: os frades produziam azeite e vinho.
– Funiculares para vencer as colinas: Bica e o maximbombo (do Camões à Estrela).
– Poço dos Negros; de onde vem o nome?
– A abertura da Av. D. Carlos por terrenos conventuais.
– O que tem a ver Santos-o-Velho com Santos-o-Novo?
– O palácio de onde D. Sebastião partiu para Alcácer Quibir.
– A Madragoa, bairro de pretos e de varinas.

Ao longo do percurso serão evocados os escritores que calcorrearam estas ruas, aqui viveram, sobre estes espaços escreveram e referidas as obras relacionadas. Entre outros (mencionando apenas os que já nos deixaram, mas também falaremos dos vivos):

Luís de Camões, a par de cuja estátua iniciaremos o percurso, grande inovador da língua portuguesa, a quem ficámos a dever centenas de palavras hoje de uso comum.
José Saramago, cuja personagem Ricardo Reis percorreu parte deste trajeto.
Almada Negreiros: nomeadamente porque, num local deste percurso, caminhando lado a lado com Santa Rita, conheceu a sua futura companheira de uma vida, Sarah Affonso.
António Alçada Baptista, que viveu por aqui, que deu de morada a uma das suas personagens a mesma rua em que morou o marquês de Pombal e que inclui partes da zona no seu livro Um passeio por Lisboa.
Eça de Queiroz, que muito se movimentou na zona de início do percurso e que deu vida à sua personagem Carlos da Maia, o qual também por aqui andou e que morava no Ramalhete, na continuação do nosso percurso para ocidente.
Fernando Pessoa, o qual, além de tudo o mais, morou, entre os doze e os treze anos, na Av. D. Carlos I.
José Cardoso Pires, por Alexandra Alpha e pelo seu Lisboa, livro de bordo.
Nuno Bragança, que nos traça a sua contradição de aristocrata vivendo na Lapa, «entre hálitos de faisão», a quem foge o pé para a chinela através do apelo da vida que sente pulsar na Madragoa.

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