ECON2014_Cursos_LCarmelo_B01_FB1

(B.01) Curso de Guionismo (cinema, documentário e teatro)
Luís Carmelo
10 semanas
Propina B, 325,00 € / 1428,60R$

 

I PARTE
1 – TOPIC: DO NADA AO ACONTECIMENTO.
2 – A DESLITERARIEDADE E A STORY LINE.
3 – ACTANTES EM MOVIMENTO.
4 – ACÇÃO, TRAMA E TRANSFORMAÇÃO.
5 – A INTIMIDADE DA CENA.
6 (duas semanas) – O GUIÃO E OS MEDIA: OFICINA UM/ FILME FICCIONAL.

II PARTE – OPÇÃO (A, B ou C).
A (três semanas) – OFICINA A: FILME FICCIONAL.
B (três semanas) – OFICINA B: TEATRO.
C (três semanas) – OFICINA C: DOCUMENTÁRIO .
Competências principais a incorporar:
-Desenvolver a criatividade em processos associados à trama narrativa.
-Incorporar princípios e práticas de escrita eminentemente instrumental.
-Incrementar uma dimensão performativa na enunciação do discurso.
-Apreender a noção de cena como unidade mínima da acção dramática.
-Interiorizar a plasticidade e a efemeridade aplicada à linguagem.
-Experimentar várias oficinas que requerem usos diversos da linguagem.
-Explorar pragmaticamente a escrita de guiões diferenciados.

 

O Curso de Guionismo da EC.ON (EscritaCriativaOnline) foi concebido integralmente como uma oficina. Da totalidade de blocos do curso, a primeira metade dedica-se a aprofundar conteúdos que se relacionam com a narratividade ficcional ao serviço da construção da trama (‘plot’). O eixo laboratorial sobrepõe-se, portanto, à teoria, havendo neste curso uma dominante de oficina propriamente dita que é superior à que se verifica na sequência dos cursos de escrita criativa literária do EC.ON (Introdutório, Avançado e Seminário Ficcional – Versão A e B) e até na Oficina de Escrita sobre Jornalismo.
Este propósito deliberadamente oficinal ajusta-se à identidade do curso e visa projectar no formando uma efectiva simulação das escritas ao serviço de dispositivos áudio-visuais ou performativos. Durante os primeiros cinco Blocos, os exercícios semanais proporcionarão a criação de um único texto – uma espécie de intertexto oficinal e experimental que tem como objectivo a criação de um guião –, evoluindo da fase inicial de geração de um topic/acontecimento e da sua fixação ao nível de strory line e sinopse, para o aprofundamento dos actantes (personagens e outras entidades), consecução da trama/‘plot’ e definição da cena ao nível dos diálogos e da gestão dos tempos ficcional e real.
Os últimos três Blocos do curso (desde o 8º até ao 10º) desenvolver-se-ão como pura oficina de trabalho ao nível de guiões cinematográficos (ficção e documentário) e da escrita teatral, devendo o formando escolher uma área específica de trabalho a partir do Bloco 7
Após a primeira metade do curso, em que se interiorizam as ferramentas fundamentais para a criação de um guião, a metodologia do curso seleccionou, para a sua segunda metade, três laboratórios distintos para opção: o guião ao serviço da narrativa ficcional cinematográfica, o guião ao serviço do documentário e o guião como um dos lemes da escrita teatral (sendo que o texto constitui apenas um dos preceitos deste tipo específico de representação). Esta escolha, entre muitas outras possíveis, tem uma razão de ser e legitima a identidade deste curso.
Em primeiro lugar, a ficção cinematográfica corresponde a um tempo de indução narrativa que está associado à história do cinema do pós-cinematógrafo. Esta dimensão axial (um passado que se projecta em conflitos presentes e na sua resolução por via de um clímax) está ligada a um tipo de significação existencial, baseado na percepção da cronologia. Em segundo lugar, o documentário corresponde à indagação de uma realidade, tentando nela desvendar, ao mesmo tempo, o que é visível e o que é intemporal. Esta dimensão de diagnóstico plural (um presente que se revela através do que o gerou: mito, história, lendas, etc.) está ligada a um tipo de significação perene, baseado na percepção de invariantes. Em terceiro lugar, o teatro é uma arte do ‘face a face’ e do ‘agora-aqui’, gerada por um conjunto compósito e denso de signos. Esta dimensão do vivido que se actualiza em cada representação está ligada a um tipo de significação corporal, baseado na percepção do imediato.
Estes três eixos – que os gregos caracterizaram por “Cronos”, “Aion” e “Catarse” – estão na base das representações que requerem escrita prévia e instrumental. Por outras palavras: que requerem guião, num sentido amplo e desinibido. Ao contrário da literatura que é, ao mesmo tempo, representação e inscrição (e onde o labirinto da linguagem é um mundo em si mesmo), estes três eixos geraram dispositivos técnicos (historicamente variados), para os quais a linguagem se tornou naquilo que em arquitectura é um projecto e respectivas especialidades. Isto é: mero apoio, instrumento ou efemeridade ao serviço da cena. Mas uma efemeridade importante, ou mesmo fundamental, pelo acontecimento que imagina, pela ordem que propõe e pelas soluções que aponta. A construção de um guião não é, pois, um êxtase poético, mas não deixa de ser um modo operativo e activo de contribuir para o aparecimento de um ‘estado de coisas’ novo e inovador. Assim a tentação da escrita influencie a produção, a realização e a encenação. Uma tentação que tem acompanhado o nosso mundo mediático do último século.

Nota: Os cursos online da EC.ON são individuais e baseados em acompanhamento personalizado. Estes cursos não possuem datas de realização: estão permanentemente disponíveis e os interessados podem iniciar a sua formação assim que o entendam. Habitualmente, iniciam-se no momento em que a propina é paga.
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