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Cursos:
(I.03) Cursos Ícone III – Ciclo “Poesia de Agora” (Dezembro de 2014 a Julho de 2015)

Bio:
Joana Emídio Marques, dizem-lhe que nasceu em 1974 mas ela acha que é muito mais velha. Que deve ter nascido para aí no século XIX, certamente no Alentejo, neta de mineiros e camponeses, pobre até à penúria, certamente louca, sem jeito para fazer nada, um desastre em tudo o que não fosse escrever pequenas histórias na sala de aulas da professora Fernanda Malafaia, comunista convicta, que nesses anos pós-PREC, lia às crianças fragmentos dos livros de Manuel da Fonseca, do Soeiro Pereira Gomes, do Alves Redol e do esquecido Altino do Tojal.

Para além de ser uma trepadora de árvores e muros queria aprender a dançar, mas aos 23 anos, já não há futuro para bailarinas neofitas e portanto conformou-se em ser sempre a que dança coxa numa roda de bailadores exímios.

Andou em várias faculdades, fez cursos inuteis até chegar ao Mestrado em jornalismo e Cultura Contemporânea na Universidade Nova e reencontrar o sentido da vida. Defendeu uma tese sobre Géneros Jornalísticos, mas antes descobriu os filósofos Michel Foucault e o Walter Benjamin, o professor José Bragança de Miranda…

A poesia andou sempre para ali atirada, misturada, às vezes esquecida, às vezes redentora, mais amante dos livros de poesia do que candidata a poeta.

Em 2009 começou a trabalhar como jornalista de Cultura e o que mais houvesse no Diário de Notícias onde esteve até ao fim de 2014. E em 2012 , para ganhar mais uns euros, começou também a escrever sobre moda.

Sem esperança de escapar à morte ou casar com um homem rico que a fizesse esquecer o assunto em hoteis de luxo pelo mundo fora e assumindo ser uma gata rafeira destinada aos becos sem saída aceitou a proposta de João Paulo Cotrim de publicar os seus três livros na Abysmo, coisa da qual o coitado já se deve ter arrependido mas agora é tarde. Também colaborou nas antologias de poesia ‘ 40 x Abril’ (Abysmo) e ’70 poemas para Adorno’ (Nova Delphi).

Desde Fevereiro que trabalha no jornal de Direita Liberal Observador, onde faz reportagens de Cultura e crítica literária e aguarda que um daqueles rapazes betos que lá escrevem olhe para ela e faça dela uma mulher séria: leia-se, uma loura dondoca, rodeada de filhos e a posar para a revista Caras.