ECON2014_Cursos_ADelFuego_D05_FB2

Cursos:
(D.05) A Imagem do Miniconto | 10 semanas.

Bio:
Nasceu em São Paulo, em 1975. Escritora e jornalista, publicou os volumes de contos “Minto enquanto posso” (O Nome da Rosa, 2004), “Engano seu” (O Nome da Rosa, 2007) e “Nego fogo” (Dulcinéia Catadora, 2009). O seu primeiro romance, “Os Malaquias” (Língua Geral, 2010), venceu o Prémio Saramago de literatura em 2011. Nessa obra conta a história de três irmãos que ficam órfãos quando os seus pais são atingidos por um raio. Mais recentemente, lançou o seu segundo romance, “As Miniaturas” (Companhia das Letras, 2013). Adicionalmente, é colunista do programa Entrelinhas, da TV Cultura.
http://andreadelfuego.wordpress.com

Entrevista EC.ON (Newsletter, Março de 2014):

1 – Como responderia a uma questão básica que muitas vezes nos é colocada: “O que entende por escrita criativa”?

A escrita em si é ferramenta de vida, a escrita criativa já envolve outras questões, como um olhar mais atento e ao mesmo tempo mais livre em relação à escrita, é um envolvimento também afetivo e mais selvagem.

2 – Tendo em conta a sua experiência concreta, perguntamos-lhe se os formandos passam realmente a ter, no final dos cursos, uma outra relação com as suas próprias potencialidades expressivas?
Não há uma receita para a escrita literária, acredito apenas em transfusão de coragem, em troca. Nesse sentido estou disposta a trocar, dividir o que experimento na escrita. Essa relação pode vivificar as potencialidades expressivas, claro.

3 – Nas formações específicas que lecciona, já alguma vez acompanhou formandos que tenham começado do ‘grau zero’ e que tenham acabado por publicar um livro com alguma qualidade literária? Como sintetizaria esse processo?
Já tive o prazer de observar projetos adormecidos em livros, de concretização do projeto de um livro. Muitas vezes é preciso apenas uma lufada de disciplina, de teimosia e confiança.

4 – O que pensa do método assíncrono e sobretudo personalizado?
Vejo a relação de forma intensa, e também de confiança, há uma meta comum que é ver os exercícios avançarem, de criar “horas de vôo” na escrita. Eu não tive essa chance, quando comecei a escrever essas oficinas não eram comuns.