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O Clube de Leitura da EC.ON já tem obra para os meses de Novembro e Dezembro: “Alabardas, Alabardas, Espingardas, Espingardas”, de José Saramago. Saramago sucede, no Clube de Leitura EC.ON, a autores como Paul Auster, Mário de Andrade, Fernando Pessoa, Eça de Queirós, Thomas More e Julio Cortázar. O Clube de Leitura é um fórum livre e aberto, de periodicidade bimensal, e tem funcionado através de uma comunidade Facebook.

O homem chama-se artur paz semedo e trabalha há quase vinte anos nos serviços de faturação de armamento ligeiro e munições de uma histórica fábrica de armamento conhecida pela razão social de produções belona s.a., nome que, convém aclarar, pois já são pouquíssimas as pessoas que se interessam por estes saberes inúteis, era o da deusa romana da guerra. Nada mais apropriado, reconheça-se. Outras fábricas, mastodônticos impérios industriais armamentistas de peso mundial, se chamarão krupp ou thyssen, mas esta produções belona s.a. goza de um prestígio único, esse que lhe advém da antiguidade, baste dizer-se que, na opinião abalizada de alguns peritos na matéria, certos apetrechos militares romanos que encontramos em museus, escudos, couraças, capacetes, pontas de lança e gládios, tiveram a sua origem numa modesta forja do trastevere que, segundo foi voz corrente na época, havia sido estabelecida em Roma pela mesmíssima deusa.

É com estas palavras que se inicia “Alabardas, Alabardas, Espingardas, Espingardas” (Porto Editora), o livro inacabado em que José Saramago trabalhava nos seus últimos meses de vida. O título remete para um verso no “Auto da Exortação da Guerra”, de Gil Vicente, e a obra debruça-se sobre armas, violência e guerra. A narrativa segue a história de Artur Paz Semedo, funcionário de uma fábrica de armamento, a Produções Belona S.A., fascinado por peças de artilharia. Além dos capítulos iniciais do livro inacabado, a edição inclui textos críticos de Fernando Gómez Aguilera e Roberto Saviano, assim como ilustrações de Günter Grass. José Saramago dispensa apresentações. Nascido em 1922, na aldeia de Azinhaga, viria a tornar-se uma das principais referências da literatura contemporânea em língua portuguesa. Recebeu o Prémio Camões, a mais elevada distinção na literatura lusófona, em 1995 e o Prémio Nobel da Literatura em 1998. “Memorial do Convento”, “O Ano da Morte de Ricardo Reis”, “Ensaio sobre a Cegueira”, “Todos os Nomes” ou “O Homem Duplicado” encontram-se entre os livros mais lidos, traduzidos e celebrados do autor ribatejano.

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